quinta-feira, 23 de maio de 2013

Espanhol cria móveis com humanos

 
 
Em sua primeira exposição, em Sevilha, o espanhol David Blazquez produziu um ensaio fotográfico explorando o conceito de mobiliário urbano. Nas fotos, ele criou diferentes móveis utilizando apenas modelos nus. De prateleiras a mesa de jantar, Blazquez desenvolveu um belo ensaio, que você confere na galeria abaixo.
 
link :http://catracalivre.com.br/geral/design-urbanidade/indicacao/espanhol-cria-moveis-com-humanos/
 




quarta-feira, 20 de março de 2013

Paulo Paes

Mostra “Pneumática” é prorrogada e ganha novas esculturas infláveis, em junho

Na programação, distribuição de catálogos da exposição e performances de baloeiros ao vivo

Publicado em 18 de maio de 2012
“Pneumática”, de Paulo Paes – Foto Rodrigo Braga
Em cartaz no Mezanino do Palácio Gustavo Capanema, no Centro do Rio, a exposição Pneumática, do paraense Paulo Paes, foi prorrogada até o dia 22 de junho e, além disso, vai ganhar novos atrativos. Com a participação dos baloeiros da Sociedade de Amigos do Balão (SAB), serão confeccionados seis novos balões, que serão expostos ao público a partir de 5 de junho, às 19h, quando acontece a reabertura da exposição. Ao todo, serão 18 esculturas infláveis, que poderão ser vistas de segunda a sexta-feira. Contemplada no Prêmio Funarte de Arte Contemporânea, a mostra tem entrada gratuita e classificação livre.
Pneumática apresenta a arte dos balões, através de esculturas infláveis. O trabalho é resultado de uma pesquisa sobre balões de papel de seda e do contato do artista com baloeiros das zonas Norte e Oeste do Rio de Janeiro.
O público também será presenteado com uma performance do artista e dos baloeiros convidados, no dia 6 de junho, às 7h30 da manhã. Essa performance consiste na ancoragem de um balão solar (sem fogo) no pátio do Palácio Gustavo Capanema.
A criação e a construção da obra Pneumática
Ao se apropriar das bases técnicas da arte dos balões, Paes mergulha nas questões puramente espaciais e pictóricas envolvidas, criando objetos infláveis, de caráter efêmero, feitos em papel de seda, dissociados da função original de artefato voador. Seus balões são seguros, pois não usam fogo para serem inflados e não voam. São esculturas de escalas variadas, insufladas por ventoinhas, que ao se encherem de ar ganham volume, adquirem peso e ocupam um lugar no espaço, sempre em nome de uma potência estética que se dá nas relações e na vibração das cores.
Desse modo, “Pneumática” resgata e preserva fundamentos tecnológicos e elementos visuais de uma tradição enraizada na memória coletiva, que está ameaçada de extinção por causa dos riscos que a atividade de soltar balões representa. A exposição cria, assim, uma alternativa para a sobrevivência dessas matrizes culturais populares, através de uma produção autoral de arte contemporânea.
Sua afinidade imediata foi com as técnicas e os materiais utilizados. Além disso, a abordagem estética era bastante similar a algumas referências que o autor trazia na memória: a visualidade oriental, o lançamento executado como em um ritual, as sutilezas da engenharia, o êxtase coletivo provocado pelo balão como objeto estético.
Sobre o artista
Paulo Paes nasceu em Belém do Pará, onde viveu até os 17 anos. Em 1978, mudou-se para o Rio de Janeiro, ingressando na Escola de Artes Visuais do Parque Lage, onde permaneceu como aluno e, posteriormente, como professor até 1992. Participou de diversas exposições individuais e coletivas. Em 1984, participou da coletiva “Como vai você, geração 80?”, no Rio de Janeiro. Em 1991, foi selecionado para expor na 21ª Bienal Internacional de São Paulo. Em 1992, concebeu e coordenou, em parceria com Ricardo Basbaum e Ricardo Sepulveda, a exposição coletiva ”Eco-Sensorial”, no Rio de Janeiro.
“Pneumática”, de Paulo Paes
Contemplada no Prêmio Funarte de Arte Contemporânea 2010
último acesso em 21/03/2013
Fonte: Portal da Artes Fundação Nacional de Artes - Funarte
 

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

Afinal quem é que inventou mesmo a fotografia?


 Hippolyte Bayard (1801 – 1887) - antes de Daguerre e antes de Fox Talbot, Bayard já fazia pesquisas com papeis c...om cloreto de prata para registrar a luz que entra pela camera obscura, já que o cloreto é sensível aos fotons.

A diferença de seu processo em relação a Fox Talbot (que fazia negativos em papel) e Daguerre (que criou imagens positivas em uma placa de cobre) é que criava imagens positivas em papel, imagens únicas que não podiam ser reproduzidas.

Seu papel depois de exposto (por doze minutos mais ou menos) ficava completamente preto. O papel era depois revelado em iodeto de potássio e a imagem que aparecia era fixada em hipossulfito de sódio, conhecido depois como fixador pra quem, como eu, passou anos revelando fotos em um quarto escuro.

Comparado com o photoshop, o nosso laboratório moderno, a época do quarto escuro é meio medieval. Fotógrafos passavam horas, dias às vezes, para fazer uma cópia. O fotógrafo W. Eugene Smith era famoso por passar três dias dentro do laboratório, com uma garrafa de uísque, para fazer uma única cópia de que gostasse...

Mas, voltando ao Bayard... Ele foi convencido por um amigo de Daguerre, diz a lenda, uma história bem estranha, a não anunciar sua descoberta ainda... Quando Daguerre declarou que consegue fixar imagens em placas de cobre, assombrando a Academia Francesa de Ciências e colocando a descoberta a serviço do público, Bayard ficou furioso.

Mandou para a Academia um auto-retrato, no mesmo ano de 1839 e, tenebrosamente, escreveu atrás:

"Este é o cadaver de Hippolyte Bayard, inventor do processo que aqui vêem. Este processo foi inventado por ele há três anos. O governo francês foi demasiadamente generoso com o M. Daguerre, disse que não pode fazer nada pelo M. Bayard e o pobre coitado afogou-se. Seu corpo aqui fotografado, já em estado de decomposição, está na funeraria há vários dias e ninguém o reconheceu."

Bayard ressuscitou e acabou fundando a Sociedade Francesa de Fotografia, documentando a arquitetura francesa para o governo, em placas de vidro.


via Claudio Edinger